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	<title>ONE AND ONE MAKES TEN &#187; gpl</title>
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		<title>Ética e Programação</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Sep 2007 16:21:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Moreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[The following is an article I wrote for the Techzone&#8216;s newsletter, TZN. It&#8217;s in Portuguese, and I&#8217;m not very keen on translating it, so bear with me. Okay. Just one bit. It&#8217;s called Ethics and Programming &#8211; An Introduction on Free Software and Open Source. Ética e Programação &#8211; Uma introdução ao mundo do software [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>The following is an article I wrote for the <a href="http://www.techzonept.com/" title="TZ" target="_blank">Techzone</a>&#8216;s newsletter, TZN. It&#8217;s in Portuguese, and I&#8217;m not very keen on translating it, so bear with me. Okay. Just one bit. It&#8217;s called Ethics and Programming &#8211; An Introduction on Free Software and Open Source.</p>
<p><u><em><strong>Ética e Programação</strong> &#8211; Uma introdução ao mundo do software livre e open source.</em></u></p>
<p><strong>O Problema Inicial</strong></p>
<p>Existe uma fina barreira entre o desenvolvimento dum programa informático e o seu produto final. Chama-se compilação. É o que permite transformar código-fonte, facilmente interpretado pelo ser humano,</p>
<pre>print “Isto é código”;</pre>
<p>Em código binário, facilmente interpretado por um computador,</p>
<pre>000100001000...</pre>
<p>Claramente existe uma larga discrepância entre estas duas representações e foi isso que levou à criação duma barreira entre quem faz o software e quem o usa. Programadores podem criar aplicações, distribuí-las e ao mesmo tempo proteger o seu código fonte, a tal receita que contém as instruções sobre como fazer a tarefa em questão. Assim vendem o programa ao seu preço. Uma exploração natural e praticamente inevitável.</p>
<p>Digamos que eu construo uma aplicação. Naturalmente existe o ímpeto de proteger todo o meu trabalho, mas porque razão? A primeira resposta vem da necessidade básica do ser humano moderno: dinheiro. Se eu não mostrar como fiz o programa, poderei vendê-lo e mantenho a minha posição no mercado, pois não revelo como o fiz. Aplico assim, os meus direitos de autor.</p>
<p><strong>Copyright</strong></p>
<p>A tradução portuguesa da expressão <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Copyright">copyright</a> está longe de ser a mais correcta, mas continuarei a referir-me à expressão direitos de autor para tal efeito. E este é um termo cada vez mais usado no mundo informático. Convém percebermos bem a essência destes direitos.</p>
<p>De acordo com a Constituição dos E.U.A., o <em>copyright</em> foi criado com o intuito de beneficiar os utilizadores, não os autores. Para efeitos de progresso civilizacional, é concedido um tempo limitado de direitos exclusivos aos autores, para as suas obras. Assim, os autores são incentivados a criar mais, em troca de liberdade dos utilizadores. Tentarei não entrar demasiado em pormenor, para tal basta consultar o artigo de Richard Stallman, <a href="http://www.gnu.org/philosophy/misinterpreting-copyright.html"> Misinterpreting Copyright</a>. Mas a ideia que quero transpor é que os direitos de autor servem os utilizadores.</p>
<p>Actualmente temos duas situações graves.</p>
<p>Em primeiro lugar, a informática é e sempre será um ramo científico. Como qualquer ciência actual, tem investigação, aplicações industriais entre outras características, e está longe da completa descoberta. É pois, de todo o interesse que o seu desenvolvimento seja facilmente acessível a qualquer um que o deseje usufruir. Porém, muitas das inovações no ramo da informática são omitidas e protegidas, e isto leva a redescobertas – trabalho a dobrar.</p>
<p>E em segundo, esta troca entre liberdades e direitos está a ser “esticada” de uma forma completamente errada. Cada dia que passa aparecem notícias de várias empresas com novas maneiras de protecções, com software com licenças dispendiosas e sufocantes. Os publicadores chamam “piratas” àqueles que partilham programas com amigos, um termo claramente exagerado e com pouco a ver com partilhar entre amigos. É no mínimo alarmante, para uma lei que protegia os utilizadores, que estejamos a ser atacados desta forma.</p>
<p><strong>Copyleft</strong></p>
<p><img src="http://www.techzonept.com/tzn/img/7/GNU.png" style="float: left; margin-right: 15px" /> Já rodeado de empresas e contratos de software proprietário, em 1984 Richard Stallman, então engenheiro nos laboratórios de Inteligência Artificial no MIT, despediu-se do seu trabalho e duma futura vida certamente não carenciada de dinheiro e comodidades para iniciar o sistema operativo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU">GNU</a> (GNU&#8217;s Not Unix), um sistema operativo livre (mais tarde vindo a ser chamado GNU/Linux por incorporar o kernel <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux">Linux</a>, também lançado como software livre – o tão conhecido Linux que hoje em dia atormenta fornecedores de software proprietário). A única maneira de deixar o software livre a quem quisesse usá-lo seria deixá-lo no domínio público. Porém, isto permitia a empresas agarrar no código e torná-lo parte de software proprietário, indo contra os princípios de software livre.</p>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Copyleft">copyleft</a> usa direitos de autor não para privatizar software, mas para o manter livre. A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_General_Public_License">GPL</a> (GNU Public License) foi a licença criada para este efeito e é ainda hoje a mais usada em software livre, e mesmo noutros tipos de publicações, como documentação. Encontra-se na versão 2, com <a href="http://gplv3.fsf.org/">muito rebuliço actual à volta da versão 3</a>.</p>
<p><img src="http://www.techzonept.com/tzn/img/7/fsf.png" style="float: right; margin-left: 15px" />Logo a seguir, em 1985 nasceu a <a href="http://www.fsf.org/">Free Software Foundation</a>, com o propósito de criar e distribuir software livre GNU, que até hoje cresceu bastante e tornou-se num centro de desenvolvimento informático livre, com <a href="http://directory.fsf.org/">bastantes projectos na bagagem</a>, todos licenciados com copyleft.</p>
<p>Antes de prosseguirmos há que tirar uma grande teima. Software livre vem de <em>free software</em>. Uma triste coincidência é que o termo inglês <em>free</em> tem dois significados, livre e grátis. E o mais correcto é o primeiro, ou melhor, como se diz na sua língua original “<em>free as in free speech, not free beer</em>”. Com isto, software livre não é nem deve ser sinónimo de software grátis. Existem imensas maneiras de lucrar com software livre: suporte, documentação impressa, distribuição do software em <em>cd&#8217;s</em>, etc.</p>
<p>E finalmente, só um aparte. O termo livre não é apenas aplicável a software, no ramo da informática. Imagine-se <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_source_hardware">planos de hardware livres</a>, sobre licenças GPL. Ou mesmo sistemas completos, inteiramente livres.</p>
<p><strong>Open Source</strong></p>
<p><img src="http://www.techzonept.com/tzn/img/7/os.png" style="float: left; margin-right: 15px" />Por volta de 1998 surgiu o termo <em>open source</em> que, aplicado a software, significa que o código fonte do programa em si está disponível para qualquer um observar, modificar e utilizar. Para o movimento <a href="http://www.opensource.org/">Open Source</a>, libertar o código é uma questão prática, e não ética como acontece com software livre, mas isto não lhe tira qualquer crédito, pois este movimento já arrancou vários projectos conhecidos mundialmente.</p>
<p><strong>Patentes</strong></p>
<p>Patentes e direitos de autor são diferentes. As patentes referem-se a uma ideia, levam mais tempo a serem criadas, são mais caras e nem qualquer ideia pode ser patenteada. O tempo que o autor mantém os direitos sobre a ideia patenteada é também maior, ficando à volta dos 20 anos.</p>
<p>Digamos que inventei um método de compressão bastante eficaz, e ansioso por lucrar com a minha ideia, patenteei-o. E que esse método poderia ser usado para comprimir imagens, para mais fácil transferência e visualização. Como tenho a patente sobre este método, se alguém usar este formato de imagens num site com fotos das suas férias, poderei reclamar os meus direitos e processar essa pessoa. Parece absurdo?</p>
<p>Em Junho de 1983 foi lançada a patente para o algoritmo de compressão <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/LZW">LZW</a> inventado em 1977/78. Ignorando a patente, a empresa CompuServe apercebeu-se das potencialidades deste algoritmo e aplicou-o no seu então novo formato de imagem, o GIF. Este formato suportava 24 bits de cores, transparências e animações. Escusado será dizer quais foram as dores de cabeça para esta empresa, e o impacto que isso teve no formato. O PNG foi criado, como um formato livre, para substituir o GIF assim que se soube que o algoritmo LZW estaria fechado a quaisquer utilizações sem que se levasse com um processo judicial em cima. Aliás está no nome PNG: PNG&#8217;s Not GIF. Embora a patente deste algoritmo já tenha terminado em 2003, as consequências para o formato GIF foram devastadoras.</p>
<p>Como esta, existem inúmeras situações no mundo da informática que levaram a atrasos evolucionais ou à construção forçada de métodos alternativos.</p>
<p>Imagine-se agora, que um certo algoritmo existente já se encontrava patenteado. É um pesadelo para qualquer programador implementar uma funcionalidade que requer esse algoritmo, sendo obrigado a comprar as licenças correspondentes às patentes (monetariamente inviável), a descobrir uma nova forma de o fazer (trabalhoso e é trabalho já feito) ou então a excluir a funcionalidade em questão do programa. Infelizmente a última opção é a mais escolhida, o que resulta sempre em maus produtos, situação que de certeza desfavorece o utilizador.</p>
<p><strong>Um Mundo Mais Livre</strong></p>
<p>Neste momento estou no meu único sistema operativo do momento, Ubuntu 7.04 e está impecável. Estou a escrever o artigo no OpenOffice.org Writer, com imensas funcionalidades. A ouvir música com o Quod Libet. A ler posts com o Firefox. O mundo definitivamente mudou com a explosão de software livre, e irá continuar a mudar durante bastante tempo. Os primeiros passos já foram dados, cabe a nós decidirmos o nosso futuro.</p>
<p><strong>Aos programadores</strong></p>
<p>Existem vários <em>sites</em> que iniciam e promovem o desenvolvimento de software livre tais como o <a href="http://sourceforge.net/index.php">SourceForge</a>, <a href="http://code.google.com/hosting/">Google Code Hosting</a> e o meu actual favorito, <a href="https://launchpad.net/">Launchpad</a>. Estas iniciativas oferecem vários serviços como a própria distribuição do código e binários dos programas, fóruns de discussão, tratamento de <em>bugs</em> orientado à comunidade, <em>mailing lists</em>, <em>homepages</em>, etc. Estes <em>sites</em> alojam já bastantes projectos do software livre e open source, permitindo também a qualquer um a possibilidade de se juntar a um projecto já existente.</p>
<p>Uma última referência vai para o Google&#8217;s <a href="http://code.google.com/soc">Summer Of Code</a> que todos os Verões incentiva monetariamente estudantes a participar em projectos desta natureza.</p>
<p><strong>Aos académicos</strong></p>
<p>Como estudante académico, não podia deixar de me referir a este público que tanto tem para oferecer e que tão pouco tem oferecido. Participem activamente em projectos de <em>software</em> livre, chamem a atenção para os colegas que esta vertente existe e está para ficar. Iniciem grupos de discussão ou núcleos de actividade que incentivem esta filosofia de programação. Contribuam, porque nas nossas mãos é que está o verdadeiro poder da evolução tecnológica, e que melhor prova temos isso que toda esta explosão de software livre que temos vindo a testemunhar nos últimos anos?</p>
<p>Leitura aconselhada: <a href="http://www.gnu.org/doc/book13.html">Stallman, Richard M. Free Software Free Society</a>.</p>
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		<title>The GNU walks another step</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jun 2007 19:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Moreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[I just got noticed that the third version of the most know free software license is about to be released. The GNU General Public License is a software license created by Richard Stallman back in 1989 to ensure that its licensed products remained free (as in speech, not beer). Since then, the GPL has had [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html" rel="attachment wp-att-59" title="GNU"><img src="http://pessoa.fct.unl.pt/p110371/blog/wp-content/gnu.png" alt="GNU" /></a></p>
<p>I just got noticed that the third version of the most know free software license is about to be released. The <a href="http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html" title="GPL" target="_blank">GNU General Public License</a> is a software license created by Richard Stallman back in 1989 to ensure that its licensed products remained free (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gratis_versus_Libre" title="Gratis - Libre" target="_blank">as in speech, not beer</a>). Since then, the GPL has had many uplifts and amends by hackers, lawyers and philosophers to continue providing programmers the best way to license their applications.</p>
<p>Here&#8217;s an e-mail I got from the Free Software Foundation:</p>
<blockquote><p>On Friday, June 29, at 12 noon (EDT), the Free Software Foundation will<br />
officially release the GNU GPL version 3. Please join us in celebration<br />
as we bring to a close eighteen months of public outreach and comment,<br />
in revision of the world&#8217;s most popular free software license.</p>
<p>Beyond the creation of an improved license, the process of drafting<br />
version 3 has helped highlight vital issues for the community of free<br />
software users. This is a moment to thank the thousands who participated<br />
by commenting on the license, and those that represented stakeholders<br />
through the GPLv3 committee process.</p>
<p>Now with the release of GPLv3, we will see new defenses extended to free<br />
software. These defenses will continue the long history of fighting all<br />
efforts to make free software proprietary.</p>
<p>Please join us as we stream live footage of Richard Stallman announcing<br />
GPLv3 from Noon (EDT) at <a href="http://www.fsf.org/" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" target="_blank">www.fsf.org</a>.</p>
<p>If you are in the Boston area you can also join us at the FSF offices<br />
from 11:30am. Please let us know at &lt;<a href="https://mail.google.com/mail?view=cm&amp;tf=0&amp;to=info@fsf.org" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)">info@fsf.org</a>&gt; if you would like to<br />
attend.</p></blockquote>
<p>I&#8217;m a credited member of the FSF, myself. If you wish to join and support the foundation <a href="http://www.fsf.org/register_form?referrer=4660" title="Membership" target="_blank">click here</a> for more information.</p>
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